50 Sombras de Grey

Nas redes sociais é comum encontrarmos debates sobre os mais variados temas, da música ao futebol, passando pela política e pela tecnologia, há temas para todos os gostos

Tenho observado com particular interesse que as opiniões começam a dividir-se em dois extremos, ou seja, há o grupo que está a favor e o grupo que está contra. Deixou de existir o meio termo, perdeu-se o bom senso quando se dá uma opinião, um adepto de futebol não pode admitir que a sua equipa foi beneficiada e a um político não é permitido que concorde com a oposição.

O filme 50 Sombras de Grey tem amplificado esta antagonização extrema, ou se adora ou se detesta. Eu vi o filme, nunca li os livros mas o que me levou a estar na sala de cinema no dia da estreia foi a campanha de marketing que foi elaborada em torno do filme. Como ser humano sou curioso por natureza e gosto de experimentar situações de novidade, aliado ao facto de estar de férias na semana em que se deu a estreia, foi uma questão de desejo/oportunidade que me levou a adquirir os bilhetes para a sessão de quinta-feira à tarde. Gostei do filme pela história pouco habitual que partilha com o espectador e por revelar uma faceta diferente à que culturalmente eu conheço.

As redes sociais possibilitam que qualquer pessoa ganhe voz e que seja ouvida por uma multidão que de outra forma nunca iria conseguir alcançar. Assim, o sentimento de pertença fala mais alto e é natural que se procure um grupo do qual possamos fazer parte e é nesse momento que optamos por um dos extremos. Nos extremos é onde encontramos a massificação que facilita a escolha, ou estamos a favor ou estamos contra.

Algures no meio, espalhados por pequenos nichos ou a solo estão, os pensadores, os que buscam a resposta mais completa e procuram retirar o melhor de cada um dos lados.

Filipe Matos Pereira

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