6 Etapas para utilizar as redes sociais nos mercados B2B

Business-to-Business (B2B), são mercados onde o comércio se faz de empresa para empresa, ou seja, as organizações têm como clientes, outras organizações. Neste contexto, a forma de comunicar é mais profissional e técnica, é importante ter em consideração o marketing interno da empresa, para que as atitudes dos nossos colaboradores estejam de acordo com o posicionamento da nossa marca.

A importância das redes sociais só é válida se a nossa presença acrescentar valor a quem connosco se relaciona, para isso é necessário ter em consideração algumas regras para um desempenho social eficaz.

  • 1. Qual o objectivo das redes sociais?
  • É importante definir qual o nosso objectivo com a presença nas redes sociais, sem uma resposta clara a esta pergunta, será mais difícil direccionar o nosso foco e posteriormente analisar de forma positiva essa mesma presença. Podemos ambicionar chegar mais próximo do cliente e facilitar o relacionamento entre organizações, partilhar campanhas e/ou novos produtos, comunicar com os nossos colaboradores de forma mais eficaz, etc. O tipo de rede social a utilizar também deve ser analisado, onde se encontra o nosso público alvo, no Facebook, no Twitter, no Linkedin?
  • 2. Cultura da organização
  • O uso das tecnologias de informação e das redes sociais predominam em organizações com um número reduzido de níveis hierárquicos, uma grande transparência organizacional e onde os colaboradores são incentivados a partilhar as suas opiniões. Se a nossa empresa se encaixa neste padrão, o processo de integração nas redes sociais será facilitado e terá uma maior probabilidade de sucesso. Caso contrário, a exposição social poderá ser prejudicial à empresa, as falhas da organização serão facilmente detectadas, colaboradores descontentes poderão utilizar este canal para partilhar a sua indignação e o controlo sobre a informação será mais difícil de gerir.
  • 3. Criar um modelo de gestão 
  • Assim, como o plano de negócios ou o plano de marketing, a organização deve ter um plano de gestão de redes sociais. Este documento deve conter as principais políticas de comunicação neste meio, quais os objectivos que pretendemos atingir e não menos importante, tentar prever eventuais problemas que possam surgir, com as respectivas soluções ou posições a tomar. É fundamental perceber que um pequeno conflito, na era digital, pode resultar numa grande exposição mediática negativa e trazer sérios problemas à imagem da marca.
  • 4. O líder deve servir de exemplo
  • Um líder de uma empresa “social” deve ser um exemplo a seguir, no respeito pela organização e os seus colaboradores, bem como, no uso adequado dos meios sociais da empresa.
  • 5. Uso adequado das plataformas
  • É essencial que todos os colaboradores, do líder ao estagiário, compreendam qual a ferramenta ou plataforma mais apropriada a cada situação ou evento. Imaginemos que uma empresa vai comemorar 25 anos de existência e pretende realizar um convívio na sede da organização, para os seus clientes. Neste caso, deve ser utilizado o e-mail, telefone ou correio para endereçar o convite e não, utilizar a página de facebook para essa mesma função.

6. Formar as pessoas

  • A maior parte das pessoas estão familiarizadas com o uso das redes sociais a nível pessoal, mas nem todas estão preparadas para a interacção a um nível profissional. As empresas devem apostar em formação que capacite os seus colaboradores de regras e “boas maneiras”, quando utilizam as redes sociais das empresas ou comunicam com terceiros, através destas plataformas. Se todos se sentirem mais confortáveis com o uso destes canais, a empresa ganha em todos os sentidos, os colaboradores participam de forma eficaz e quem recebe a informação identifica-se com a comunicação da organização.
  • Para terminar, gostaria de partilhar algo que considero fundamental no uso das redes sociais quer a nível pessoal, quer a nível profissional. As redes sociais são uma extensão daquilo que somos e não algo em separado, ou seja, não faça nada no mundo digital que não faria no mundo real.
  • Fonte
  • Filipe Matos Pereira

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