Big Data e o desporto

Big Data e o desporto já demonstraram ser parceiros que se complementam, se por um lado o Big Data ajuda a melhorar a performance dos atletas, diminui o risco de lesões e disponibiliza informação de qualidade aos espectadores dos eventos desportivos, por outro o desporto materializa a utilização dessas ferramentas em resultados visíveis.

Este ano foi introduzido o SportVU em todos os pavilhões de NBA, o que significa que grande parte das equipas desta liga estão a trabalhar com pessoas, com capacidades na análise de dados, para obter o máximo de rendimento das suas equipas, através deste sistema.

Os atletas são monitorizados durante todo o encontro, podendo-se obter os mais diversos indicadores, como pulsações cardíacas em determinado momento do jogo, posições na defesa e no ataque de cada jogador, rapidez de resposta aos estímulos decorrentes de uma partida de basquetebol, entre outros. Os treinadores com acesso a este tipo de dados, podem preparar os seus jogadores para momentos aleatórios mas com grande probabilidade de acontecer durante um jogo de NBA, assim como os jogadores individualmente podem estudar as suas fraquezas e melhorá-las com o objectivo de se tornarem mais completos.

Mas nem só no desporto profissional e de alta competição, a análise de dados pode ajudar os humanos a atingir os seus objectivos desportivos. A aplicação Nike Golf 360º, é um exemplo de como mesmo os jogadores mais recreativos, podem utilizar o Big Data para monitorizar as suas prestações e consequente evolução, tendo ainda a possibilidade de partilhar com os seus amigos os feitos alcançados e integrar um ranking a nível mundial.

Obviamente, nem tudo é positivo neste tipo de análise matemática. Se este sistema for utilizado em crianças, poderão ser excluídos à partida miúdos com pouca técnica mas com uma grande dose de motivação, que ao longo do tempo com o apoio adequado poderiam tornar-se excelentes executantes de uma qualquer modalidade desportiva. Treinadores e olheiros continuarão a ser determinantes no crescimentos dos futuros desportistas de alta competição.

Filipe Matos Pereira

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