Cool Demographics e o Google +

Recentemente adquiri o “Harvard Trends”, um livro com 45 tendências de gestão. A primeira dessas tendências é “Cool Demographics” que fala sobre o aparecimento da “cultura do cool” em detrimento da demografia tradicional (idade, raça, localização, classe social, etc.). “Desde 2010 que a neozelandesa S. Ferguson (Universidade de Otago) estuda a “cultura do cool”, tendo concluído que a geração mais nova não se assume sempre como “a cool”, nem parece existir correlação entre a perspetiva de coolness da geração Y e os seus próprios hábitos de consumo e atitudes comportamentais. Em suma, o coolness não está na idade.”

A “cultura do cool” alerta para a importância de estarmos atentos à mentalidade e atitude dos consumidores, que estão a aderir a diversas tribos simultâneamente, levando a que o seu comportamento se altere consoante a tribo que estão a interagir num determinado momento. Cabe às empresas “compreender e sentir” como cada uma das tribos se desenvolve e influencia cada um dos seus elementos. 

Concordo plenamente com esta tendência e para quem como eu já leu os livros de Seth Godin sobre o tema “tribos” é fácil de perceber a lógica da mesma. Mas o que me levou a escrever sobre esta tendência foi a rede social Google +.

A rede social da Google foi desenhada com base no princípio das tribos/comunidades para que fosse mais fácil ordenarmos os nossos interesses e informação partilhada, tem um conjunto de opções interessantes como os “hangouts” e páginas profissionais com integração com as várias plataformas da empresa mas mesmo assim, continua a ser uma rede social fantasma.

O que correu mal para que a tão desejada explosão de utilizadores activos ainda não acontecesse? Não será uma opção cool? A obrigatoriedade da criação de um perfil Google +, sempre que criávamos uma conta, poderá ter tido o efeito contrário ao desejado? Não será suficientemente diferenciadora?

Sinceramente não encontro uma resposta válida para este flop mas não deixa de ser interessante esta antítese entre uma tendência que se verifica estar a crescer e um projecto “com base” nessa mesma tendência não obter o resultado pretendido.

Filipe Matos Pereira

 

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