Dream Crazy

A recente campanha da Nike teve a capacidade de nos recordar que a publicidade ainda funciona e que os valores de uma marca, quando verdadeiros, podem contribuir para o debate em torno do desenvolvimento social.

Mas o que fez a campanha Dream Crazy ganhar tanta notoriedade?

Em primeiro lugar a inclusão do atleta Colin Kaepernick, um ex jogador de futebol americano que em protesto contra a desigualdade racial decidiu ajoelhar-se durante o hino nacional (um gesto que para muitos norte americanos é um sinal de antipatriotismo). 

Em segundo lugar a Nike demonstra que está atenta ao mercado e percebeu que as pessoas/clientes estão sedentos de marcas que desafiem o politicamente correcto e que tenham coragem de tomar uma posição perante a sociedade. Afinal, não é isso que a Nike pede aos atletas que patrocina?

Por último e não menos importante esta campanha teve a capacidade de não deixar ninguém indiferente, os patriotas mais acérrimos partilharam a sua revolta (queimando publicamente artigos desportivos da Nike), os clientes ocasionais que se identificaram com a mensagem estarão agora mais próximos da marca e poderão passar a clientes frequentes e por fim, os clientes fiéis continuarão convictos que a Nike é a marca que os completa!

A curto prazo o efeito da campanha Dream Crazy pode ter um impacto negativo nas vendas mas a médio/longo prazo com o aumento do Lifetime Value dos clientes ocasionais e frequentes, os resultados podem ser muito positivos para a marca. 

“As marcas precisam parar de contar histórias e começar a tornarem-se em histórias que vale a pena contar” - Joah Santos

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