Não sei

Fomos educados a ter sempre uma resposta na ponta da língua, as palavras “não sei” nunca deveriam ser proferidas em conjunto. No mundo actual somos pressionados para dar respostas aos problemas e para nos focarmos nas perguntas certas com o objectivo de ultrapassarmos os obstáculos que vamos encontrando no caminho.

Nas nossas profissões somos muitas vezes levados a improvisar, ou porque não temos o dinheiro de que necessitamos ou porque o fornecedor se atrasou na entrega ou simplesmente porque o cliente mudou de opinião. Não interessa o motivo, o importante é percebermos que nos devemos saber adaptar a diferentes situações.

Nas vendas durante muito tempo foi-nos ensinado o improviso para situações em que não sabíamos dar resposta a um cliente, acredito que esse tempo acabou. O cliente tem a informação disponível à distância de um clique e em muitos casos conhece o produto melhor que a pessoa que o está a vender, assim, quando não tivermos a certeza da resposta que vamos dar ao cliente, devemos optar por um humilde “não sei”.

O que distinguirá o bom do mau vendedor será a atitude que cada um terá depois de proferir as malevolentes palavras “não sei”.

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