Notoriedade da marca

É comum vermos acontecimentos populares, como o pontapé de bicicleta do Cristiano Ronaldo, ganharem notoriedade e tornarem-se conteúdo viral nas redes sociais. Nos dias seguintes ao golo artístico do melhor jogador do mundo, que por acaso até é português, a partilha de fotografias e vídeos do momento foi amplamente difundido nas redes sociais.  

O engagement alcançado pelas marcas que partilharam este tipo de conteúdo foi elevado, com muitos likes, comentários e (re)partilhas o ego dos responsáveis destes canais foi amplamente massajado.

No entanto, o retorno efectivo deste tipo de conteúdo poderá ter sido nulo ou muito próximo de zero. O êxtase vivido em torno destas publicações foi para com o acontecimento e não para com a marca que partilhou esse mesmo conteúdo.

Poderemos considerar então que a notoriedade da marca que partilha o conteúdo não sai favorecida, podendo até afastar o seguidor do verdadeiro propósito da marca.

Se em grandes empresas com um posicionamento e uma notoriedade elevada junto do consumidor esta questão não se colocará, o mesmo não acontece com grande parte do tecido empresarial português, constituído maioritariamente por micro, pequenas e médias empresas. Nestes casos, devemos ser consistentes na comunicação que fazemos com os nossos seguidores e partilhar conteúdo próprio e com objectivos bem definidos.

Engagement com conteúdos de terceiros dificilmente resultará em notoriedade para a nossa marca, quantidade não substitui qualidade e relevância.

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