O cliché do Carpe Diem

Se tivesse que escolher o meu filme preferido, o Clube dos Poetas Mortos seria sem sombra de dúvida a minha escolha. Gosto da prestação dos actores, gosto do argumento do filme e acima de tudo acredito que a mensagem transmitida continua actual. Se por um lado a frase “aproveita o dia” é muitas vezes desculpa para se cometer excessos, por outro os sonhos das crianças são muitas vezes pisados pelos próprios pais.

Tenho dificuldade em abordar a ideia do Carpe Diem sem que soe a cliché, porque na maioria das vezes o que nos vem à ideia quando este tema é abordado são as imagens partilhadas diariamente nas redes sociais por pessoas que enquanto difundem a mensagem de “aproveitar o dia”, estão sentadas no sofá a coscuvilhar a vida alheia.

Nos últimos dias recebi um email do Pedro Vieira que sintetiza de forma prática e objectiva o sentimento de viver no presente, sem que pareça algo desprovido de valor. Passo a transcrever o email:

Como coach, lido frequentemente com pessoas que gostariam de viajar até ao passado: para o viver outra vez (porque gostaram do que aconteceu e sentem saudade) ou para o alterar (porque não gostaram do que aconteceu e acham que alterando o passado poderiam ter um presente diferente). As viagens no tempo despertam a nossa imaginação e não fazem parte, aparentemente, dos recursos à nossa disposição. O que transforma a nossa experiência em algo verdadeiramente único: cada pensamento, cada sentimento, cada comportamento ajuda a moldar o momento seguinte, ajuda a criar uma narrativa apaixonante, subjetiva e única!

Quando interiorizamos que o passado passou, o presente é único e mágico e o futuro nunca acontecerá pois apenas acontece uma sucessão de presentes, começas a interagir de forma diferente com o mundo e a vida. A vê-la como ela é, a saboreá-la agora e não apenas num futuro imaginário. Passas a valorizar o passado pelo que foi e sem o transformar numa fonte de saudade ou arrependimento. Passas a estar onde sempre estás: aqui e agora!

Fica bem… aqui e agora! “

Para mim estas palavras fazem todo o sentido, espero que para ti também.

Filipe Matos Pereira

 

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