Rede de Contactos

No tempo em que as crianças brincavam na rua, sem acesso a telemóveis e Internet, o convite para brincar era feito boca a boca e geralmente às crianças das redondezas onde determinado jogo se desenrolava. Das partidas de futebol, passando pelas escondidas e passeios de bicicleta, estas brincadeiras começavam por iniciativa de duas ou mais crianças, que ao longo do tempo convidavam mais “amigos” para integrarem os jogos.

Para que o convite fosse feito, eram necessários dois factores, primeiro as crianças teriam que se conhecer (grau de parentesco, proximidade geográfica, escola ou actividades extra-curriculares) e depois partilharem o gosto pelo mesmo jogo. Este seria o ponto de partida para o desenvolvimento de relações a curto, médio ou longo prazo.

Nas empresas e carreiras profissionais o princípio é o mesmo, primeiro o profissional deve-se dar a conhecer, quer pelo seu trabalho quer pela interacção com os stakeholders de uma determinada organização, depois a partilha dos mesmos interesses e objectivos permite que as relações se estreitem e ambas as partes se conheçam melhor.

Obviamente, as relações não são geridas de forma tão simplista nem a possibilidade de existir um interesse mútuo é por norma, tão rápido. Mas o que importa aqui salientar é que a gestão correcta que fazemos da nossa rede de contactos é que nos possibilita chegar a uma determinada pessoa ou função específica.

Quando precisam de algo novo ou diferente, a quem recorrem primeiro? Exactamente, é à vossa rede de contactos.

Filipe Matos Pereira.

P.S. As capacidades profissionais e intelectuais de cada um, ditarão sempre as regras do jogo.

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