Resistência à mudança

Existe no seio das empresas uma ameaça mais poderosa do que a própria concorrência, um inimigo silencioso e corrosivo. Refiro-me, obviamente, à resistência que leva os colaboradores a boicotar qualquer tipo de inovação que coloque em causa a sua forma de trabalhar, por mais ultrapassada ou desadequada que essa postura seja.

Uma empresa com um quadro de recursos humanos extenso tende a encontrar maior dificuldade em implementar novos projectos, tornando-se lenta na hora de mudar de direcção ou estratégia. A dimensão de uma empresa não deve servir de desculpa para a estagnação no desenvolvimento da mesma ou contribuir para o não melhoramento dos processos existentes.

Só uma empresa com baixa resistência à mudança terá a flexibilidade necessária para responder à acentuada volatilidade do mercado.

É necessária uma mudança de mentalidade, onde os colaboradores mais jovens ganham especial importância no momento de correr atrás de novos desafios. Para que esta mudança ocorra sem prejuízo para a empresa é necessária paciência por parte de quem está a querer mudar e acima de tudo ser um ouvinte dedicado. Nada se muda do dia para a noite e nos desabafos dos mais experientes podemos encontrar informação relevante para o nossos objectivos.

Como em tudo na vida é preciso equilíbrio entre o queremos e o que nos estão dispostos a dar. Com os primeiros resultados positivos a resistência vai diminuindo e os colaboradores passam de resistentes a defensores da mudança, seja pela percepção da melhoria implementada, seja pela necessidade de não querer ficar para trás. No fundo todos nós gostamos de nos sentir incluídos nas diversas organizações das quais fazemos parte.

A única certeza que temos em relação ao futuro é que a mudança será constante.

Filipe Matos Pereira

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