As tribos no marketing

Na revista MARKETEER referente ao mês de Março, foi publicado um artigo sobre as tribos no marketing. Para quem gosta de Setth Godin este tema não é novo mas encontra-se bastante actual. O marketing de massas há já algum tempo que deixou de surtir efeito, é necessário explorar novas estratégias e o marketing tribal assume-se como uma alternativa com potencial.

Para começar devemos definir o que é Marketing Tribal, que se caracteriza pela criação de emoções afectivas em torno de um produto ou serviço. O marketing tribal pretende envolver o cliente com a marca, cultivando uma relação de proximidade em que o sentimento de pertença a um grupo (tribo)  é estimulado pela troca de opiniões entre a marca e os clientes. Ou seja, a marca deixa de comunicar para as pessoas e passa a comunicar com as pessoas.

Podemos abordar o marketing tribal de duas formas, analisando os clientes de uma marca, percebendo as suas principais características e juntá-los numa mesma tribo, ou, encontrar uma tribo já existente e liderá-la, oferecendo um produto ou serviço que vá de encontro às necessidades da tribo. Em qualquer um dos casos “a empresa deve entrar na tribo de forma cuidadosa e partilhar a mesma linguagem, rituais e emoções” (Marketeer, nº212).

As redes sociais vieram dinamizar a criação de tribos e graças à Internet as fronteiras geográficas foram eliminadas. Os marketeers devem ser os líderes dessas tribos, com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os seus elementos. Incentivar o diálogo e suscitar a curiosidade são duas das tarefas do líder de uma tribo, pois é nesta interactividade que serão desvendadas informações e opiniões sobre determinada marca, pelos seus utilizadores.

“Na sociedade moderna, os marketeers não podem ser apenas marketeers, têm que ser líderes tribais, pois é na liderança da tribo que está a capacidade de influenciar os consumidores, membros dessa tribo” (Marketeer, nº212).

Filipe Matos Pereira

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